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Blog com temas geográficos e atualidades voltado para estudantes, professores e candidatos ao Enem.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Geografia Urbana - Material de estudo para ENEM 2012

Megalópoles 
 
São grandes áreas urbanizadas que se estendem na região de influência de duas ou mais metrópoles. Entre as metrópoles, crescem cidades médias e pequenas, subúrbios residenciais e distritos industriais, áreas de agricultura intensiva de hortaliças e legumes ou bacias leiteiras. O conjunto da megalópole apresenta uma forte integração econômica e intensos fluxos de pessoas e mercadorias. Meios de transporte rápidos – trens expressos, autopistas e pontes aéreas – sustentam esses fluxos. A primeira megalópole a se constituir – e ainda hoje a mais importante – é Bos-Wash, o imenso eixo urbano no qual se destacam as metrópoles de Boston, Nova York-Nova Jersey, Filadélfia, Baltimore e Washington. Ocupando terras pertencentes a dez estados e centenas de governos municipais, a megalópole da costa leste dos Estados Unidos prenuncia a superurbanização do mundo.
 

 Bos-Wash Nos Estados Unidos existem mais dois espaços com a vocação de se transformarem em megalópoles. Um é a zona altamente urbanizada no sul dos Grandes Lagos, de Chicago a Pittsburgh, a Chipitts, que abrange grandes cidades como Milwaukee, Detroit e Cleveland. 


Na costa do Pacífico, o cinturão industrial da Califórnia, constituído no pós-guerra, que se estende de San Francisco a San Diego, passando por Los Angeles, está localizada a megalópole denominada San-San. Chipitts San-San 

 
 No Japão, onde a maior parte da população e da produção industrial está espremida nas terras escassas do litoral sudeste, nasceu a megalópole Tokaido, cujos pontos extremos são as metrópoles de Tóquio, Yokohama e Osaka, abrangendo ainda os grandes centros urbanos de Nagoya, Kobe e Kioto. O célebre trem bala, o shinkansen, é talvez, a imagem que melhor sintetiza a unidade da megalópole japonesa do Pacífico. Na Alemanha, o fenômeno da conurbação se expressa pela urbanização extensiva ao longo do eixo do rio Reno, abrangendo diversas cidades médias. Essen, Dusseldorf, Colônia e Bonn são os principais centros desse corredor urbano, que pode ser visto como uma megalópole de tipo especial, por não abrigar nenhuma verdadeira metrópole. As cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, separadas por apenas cerca de 400 quilômetros, configuram o principal eixo econômico do país. A expansão das suas regiões metropolitanas e das cidades localizadas sobre o eixo de circulação que as conecta está conduzindo ao surgimento da primeira megalópole do país. São Paulo e Rio de Janeiro estão conectados por eixos de circulação rodoviários e ferroviários estabelecidos no Vale do Paraíba. Ao longo desse eixo, adensa-se o espaço urbanizado que está sob o comando das metrópoles. Na parte paulista do Vale, destacam-se os centros industriais de São José dos Campos e Taubaté. Na parte fluminense, situa-se o grande pólo siderúrgico de Volta Redonda. Outros centros industriais – como Jacareí (SP), Guaratinguetá (SP), Resende (RJ) e Barra Mansa (RJ) – dinamizam os fluxos da megalópole em formação.

Fonte: Adaptado de Geografia – A Construção do Mundo (Geografia Geral e do Brasil), Demétrio Magnoli e Regina Araújo (Editora Moderna, São Paulo, 2005.)

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Justifica?

Bem...A principal justificativa é que precisamos aumentar a produção de alimentos para um mundo que já ultrapassou a marca de 7 bilhões de pessoas. Parece um objetivo nobre, mas a história não é bem assim. Basta lembrarmos que temos cerca de 200 milhões de bovinos no Brasil, que ocupam aproximadamente 200 milhões de hectares de terra. Uma produtividade de quase um boi por hectare, enquanto na vizinha Argentina esse índice chega a três bois por hectare. Estudos mostram que é possível dobrar a produtividade pecuária no Brasil a baixo custo, pois existe tecnologia acessível. Isso significa liberar 100 milhões de hectares, área bem maior que as ocupadas pela soja, cana, café, milho, arroz, feijão, batata, mandioca, etc, somadas.

Novo Código Florestal

Originalmente de http://mariorangelgeografo.blogspot.com.br/

Foi aprovado o "novo" Código Florestal pela Câmara Federal.


A aprovação foi uma vitória do latifúndio, dos desmatadores, dos insanos, dos assasssinos da vida. Sim, assassinos da vida, pois na ância de ganharem cada vêz mais, destróem o nosso futuro.
Eu não esperava que o Código fosse salvar a natureza. Ao contrário, pois em tudo que o homem "mete a mão", dá nisso: destruição e desgraça para a todos.
Mas, também, penso que nem tudo está perdido. A adversidade sempre se mostra indutora da resistência e da luta por um mundo melhor, mais fraterno.
Reproduzo aqui um post do RS Urgente (AQUI)

Assim, em busca de tentar mudar o que foi aprovado, o Comitê Brasil em Defesa das Florestas e do Desenvolvimento Sustentável, que reúne mais de 200 instituições, divulgou nota nesta sexta-feira, manifestando sua “profunda indignação” com a aprovação, na Câmara dos Deputados, das alterações no Código Florestal. “A aprovação do relatório do deputado Paulo Piau representa o maior retrocesso na legislação ambiental na história do País”, diz a nota.

Leia a íntegra do documento:

O Comitê Brasil em Defesa das Florestas e do Desenvolvimento Sustentável manifesta sua profunda indignação com a aprovação do projeto de Código Florestal pela Câmara dos Deputados em 25 de abril. A aprovação do relatório do deputado Paulo Piau representa o maior retrocesso na legislação ambiental na história do País.


Se o texto aprovado pelo Senado já significava anistia aos desmatamentos ilegais e incentivos a novos desmatamentos, os deputados conseguiram o que parecia impossível: torná-lo ainda pior. O texto revisado pela Câmara dos Deputados, além de ferir os princípios constitucionais da isonomia, da função social da propriedade e da proibição de retrocessos em matéria de direitos fundamentais, fere frontalmente o interesse nacional.


Usando hipocritamente o discurso de defesa dos pequenos proprietários, os deputados derrubaram as poucas melhorias que o Senado efetuou e aprovaram um texto que apresenta incentivos reais a novos desmatamentos, inclusive em nascentes e outras áreas de produção de água, ocupações em manguezais (apicuns), e permite benefícios econômicos mesmo para quem continuar a desmatar ilegalmente.


Considerando a inconstitucionalidade do projeto e a contrariedade ao interesse nacional, que trazem perversos impactos na vida de todos brasileiros, confiamos e apoiamos o compromisso da presidenta Dilma de não aceitar anistia a crimes ambientais, redução de área de preservação permanente e incentivos aos desmatamentos, o que só ocorrerá com o Veto Total ao projeto aprovado na Câmara.


Brasília, 26 de abril de 2012
Comitê Brasil em Defesa das Florestas
e do Desenvolvimento Sustentável